A prática de sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas (envio e recebimento de dinheiro para exterior sem recolhimento de tributos) levou para a prisão três pessoas de uma mesma família. Além dos três suspeitos, outras 15 pessoas, pelo menos, também são investigadas por envolvimento nos crimes durante a operação "Receita de Família", deflagrada nesta quarta-feira (7) pela Polícia Federal (PF).
"A família usava uma empresa de compra e venda ilegal de ouro e pedras preciosas onde não pagavam as tributações da Receita Federal. O bando também usava laranjas para abrirem empresas de fachada, sendo que algumas nunca chegaram a funcionar de fato", explica o delegado da Polícia Federal Roger Lima, chefe da investigação.
Ao todo, a Polícia estima que o bando tenha causado um prejuízo de R$ 1 bilhão de reais aos cofres públicos. "Vamos apurar ainda, mas é possível que esse valor aumente", completa.
A operação conjunta da PF com a Receita Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária (cinco dias) dos envolvidos. "Tratam-se de dois irmãos e um filho. O chefe do bando, que é o patriarca da família, é o que tem maior passivo financeiro com a justiça", detalha o auditor fiscal Wagner Bittencourt de Souza.
Vida de luxo
De acordo com as investigações, a família esbanjava uma vida de luxo. Imóveis em condomínios fechados de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, carros importados e viagens para o exterior.
"São pelo menos 18 pessoas de uma mesma família. Pais, irmãos, tios, filhos e sobrinhos", detalha.
A PF pediu sequestro dos bens da família, bloqueio das contas bancárias, além de apreensão de veículos, joias e pedras preciosas.